domingo, 18 de maio de 2008

Pé ante pé!

Este trabalho, de nome “A Nossa Lisboa”, visa fazer um reconhecimento de toda a Baixa de Lisboa, as alterações realizadas ao longo dos séculos, o seu actual comercio, o modo de vida desta zona tão caricata da nossa cidade.

Sobre Lisboa ...


Cidade capital de Portugal localizada na margem direita do rio Tejo. O concelho de Lisboa abrange a área de 84 Km2 e a sua população residente total é de 556 797 habitantes (2001, Censos). A zona da Grande Lisboa ocupa cerca de 2.750 Km2 e têm 2,1 milhões de pessoas, que diariamente se deslocam para a capital, constiuindo uma população flutuante que lhe imprime uma dinâmica cosmopolita.

A Língua Portuguesa de raiz latina, o português é a terceira língua europeia mais falada no mundo, por cerca de 200 milhões de pessoas. Países de expressão oficial portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, em África, o Brasil, na América do Sul e Timor-Leste na Ásia.

Euro é a moeda oficial de Portugal, desde o dia 1 de Janeiro de 1999, embora só tenha sido introduzida como moeda real a partir de Janeiro de 2002. Actualmente, nos países da zona Euro (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal) o Euro é a moeda oficial e comum a todos. 1 Euro divide-se em 100 Cêntimos. Para as novas moedas definiram-se oito valores faciais: 1, 2, 5, 10, 20 e 50 Cêntimos e 1 e 2 Euros. As notas distinguem-se pela sua dimensão e cor e têm os seguintes valores: 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 Euros.

Em Lisboa o inverno é suave e o verão é quente, mas mais moderado devido à proximidade do mar. Durante a primavera e outono registam-se frequentemente dias ensolarados com temperaturas amenas.

Lisboa e a sua história



Lisboa, é uma cidade de vales e colinas abertas sobre o rio. O clima ameno, a abundância de fauna e flora terão determinado a sua ocupação por povos primitivos. A partir da colina do Castelo, a cidade foi crescendo. Fenícios, Gregos e Cartaginenses aqui fundaram colónias. Os romanos consolidaram a sua vocação portuária e piscatória; a polis integrada no itinerário imperial, desenvolveu-se. Construíram-se numerosos edifícios, nomeadamente fórum, templos, termas, palácios, vilas e um teatro.Com as ocupações bárbaras dos Alanos, Suevos e Visigodos a urbe entrou em declínio. O florescimento surgiu com a ocupação muçulmana (719-1147); construiu-se a Cerca Moura, destacando-se no seu interior a alcáçova e a medina. A Lisboa mourisca desenvolveu-se com a construção de novos bairros, dentro e extramuros, num tecido espontâneo e anárquico de ruas sinuosas e estreitas, num percurso labiríntico ainda existente no Bairro de Alfama.
Conquistada pelo rei D. Afonso Henriques (1147) a cidade conheceu um grande florescimento com a fixação da corte, reforçando a sua função urbana como capital do reino (1256). O aumento demográfico originou o aparecimento de grandes núcleos habitacionais em zonas não amuralhadas tornando imprescindível a construção da Cerca Nova ou Fernandina. Na cidade medieval destacavam-se os grandes edifícios religiosos e os largos conventuais que, a par do Rossio, eram os espaços públicos mais importantes.
No século XVI os Descobrimentos portugueses transformaram Lisboa no centro mercantil da Europa. Na zona da ribeira ergueram-se os edifícios ligados ao trato comercial das especiarias; o Terreiro junto ao novo Paço tornou-se, a par do Rossio, no centro político e comercial. A cidade cresce junto ao rio, na Ribeira encontramos a Casa dos Bicos, dos Albuquerques, heróis na Índia; e nos arredores, a Oriente, o Convento da Madre de Deus; a Ocidente, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, monumentos que constituem os mais belos exemplares do estilo Manuelino, inspirado em motivos marinhos, celebrizando a conquista dos Mares. Data desta época a construção do Bairro Alto, pensado para marinheiros e artesãos foi, mais tarde, notabilizado com a instalação de muitos palácios. Tradicionalmente boémio é, actualmente, uma área de encontro noctívago devido à proliferação de bares e casas de fado.
Durante o domínio espanhol (1580-1640) embelezou-se o palácio real com novo torreão; sendo por ocasiões solenes as principais praças e ruas engalanadas com um conjunto de arquitecturas efémeras à luz do gosto barroco. Já no século XVII a capital de D. João V, custeada pelo ouro do Brasil, queria-se magnífica e faustosa. Novos conventos, igrejas e numerosos palácios surgiram pela cidade, mas a grande obra joanina foi o Aqueduto das Águas Livres, que permitiu assegurar o abastecimento regular de água através dos numerosos chafarizes então construídos.
O devastador terramoto de 1755 atingiu as áreas mais povoadas da cidade; a reconstrução da Baixa pombalina é testemunho do espírito iluminista. Obedecendo a um plano urbanístico de quadrícula aberta, a cidade viu consagrar as duas grandes praças públicas do Rossio e do Comércio.A primeira é o centro comercial de Lisboa, tradicional ponto de encontro, aí se encontram os mais antigos cafés, teatros e restaurantes; a segunda, corolário da Lisboa pombalina, porta aberta para o Tejo, local de partida e chegada, com as suas arcadas, arco do triunfo (1873) e monumento do rei D. José I é uma das mais belas praças do mundo.
No século XIX o liberalismo introduz uma nova vivência social; os principais locais eram a Baixa e a zona elegante do Chiado onde proliferavam as lojas, tabacarias, cafés, livrarias, clubes e teatros. O desenvolvimento industrial e comercial determinou o crescimento da cidade, traçado para o interior a partir da abertura da Avenida da Liberdade (1879), distanciando-se do Tejo.
O Estado Novo (1926-1974) expandiu e aformoseou a cidade, à custa do resto do país, segundo moldes nacionalistas e monumentais. Surgiram novas urbanizações e edifícios públicos; modificou-se a zona de Belém com a Exposição do Mundo Português (1940) e, na periferia da cidade, apareceram bairros sociais. A inauguração da ponte sobre o Tejo possibilitou uma rápida ligação entre as duas margens do rio.
Os anos que se seguiram à Revolução de Abril foram de euforia e de modernização.
Nos anos 90 lançam-se as bases para a reabilitação dos bairros históricos; valoriza-se o património cultural e arquitectónico; recupera-se toda a zona ribeirinha agora local de lazer e convívio; constrói-se a nova ponte Vasco da Gama; reabilita-se toda a área Oriental para a realização da Exposição Mundial dos Oceanos (1998). À entrada do novo século Lisboa é uma cidade de múltiplos contrastes, moderna e antiga, que fascina os que a visitam.Lisboa não se vê, sente-se: olhando os navios que chegam e partem do rio; calcorreando vales e colinas através das ruas estreitas e dos empedrados artísticos; observando as gentes que passam; no cheiro da sardinha assada que percorre os bairros populares durante as festas da cidade e, no fado que canta, à noite, a saudade.

DEPOIS DO TERRAMOTO DE 1755


1755 marca para Lisboa a data de um período de desenvolvimento. O terramoto (no dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, às 10h), e o incêndio que se lhe seguiu, devastaram dois terços da totalidade dos arruamentos e terão destruido três mil casas das vinte mil existentes.O terramoto abrangeu toda a zona da Baixa, os bairros do Castelo e a zona do Carmo, ou seja, as zonas mais intensamente urbanas da cidade.
Em sua substituição iria nascer a Lisboa Pombalina, com um urbanismo sujeito a regras fixas e de um cientismo pragmático que provoca admiração em todo o mundo. O seu principal impulsionador foi Marquês de Pombal, o Primeiro Ministro do Rei D. José, coadjuvado pelos arquitectos e engenheiros, Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel (1755-76).
O plano, sem dúvida inovador, baseia-se numa direcção planificada de ruas alinhadas, cujas opções arquitectónicas assentam em regulamentos de construção, tendo em atenção conceitos básicos de resistência às acções sísmicas.O sistema urbanístico obedecia a traçados de eixos de composição em que a simetria era tema obrigatório, pretendendo-se usualmente destacar nos extremos, monumentos ou estátuas: a Rua Augusta com o arco triunfal, através do qual, no seu eixo, se colocou a estátua de D. José.Pombal criou incentivos de interesse à nova classe da burguesia comercial.A norte do Rossio é aberto o "Passeio Público"(1764), zona de recreio da burguesia. Era um jardim gradeado, com cascatas, lagos com repuxos e coreto, que posteriormente foi aberto às novas avenidas e aos futuros bairros construídos por uma burguesia em ascensão.A partir de 1780 aparece a iluminação pública da cidade e em 1801 as ruas passam a ter o nome afixado.

Lisboa para jovens

Depois de um dia inteiro a estudar , ou a trabalhar , qualquer pessoa merece um momento de descontracção, que pode muito bem ser passado no sossego de casa... mas também pode e é muitas vezes, passado na animação que a noite lisboeta tem para oferecer.


A curiosidade e o interesse pelos palcos, tem vindo a aumentar junto dos jovens, que procuram cada vez mais recolher formação nesta área, nas escolas ou universidades, e nos grupos de teatro amador ou profissional, existentes nas suas comunidades ou áreas de residência.


A cidade de Lisboa, como todas as capitais europeias é todos os anos, palco de inúmeras exposições, dos mais variados géneros de arte.


A Semana da Juventude é uma iniciativa do Pelouro da Juventude da Câmara Municipal, que decorre todos os anos, em comemoração dos dias nacionais do estudante (24 de Março) e da Juventude (28 de Março).Esta actividade tem como principal objectivo proporcionar a todos os jovens da cidade de Lisboa, uma semana recheada de actividades diversas.

Onde ir

Há mil e um locais em Lisboa a visitar. Lisboa é uma cidade rica em cultura, com fabulosos museus, grandiosos monumentos e lindíssimas paisagens.

Os museus da Região de Lisboa são lugares de cruzamento, de saberes, emoções e projectos. Alguns dos pontos obrigatórios são:
  • Museu do Chiado

  • Museu do Fado

  • Museu Nacional dos Coches

  • Museu das comunicações

  • Museu da Arte Moderna Azeredo Perdigão

No centro do amplo espaço que constitui o Vale do Tejo, encontra-se Lisboa, capital de Portugal e terra-mãe de um milenar encontro de culturas e monumentos. Os edifícios e monumentos mais característicos serão:




  • Mosteiro dos Jerónimos

  • Padrão dos Descobrimentos

  • Torre de Belém

  • Aqueduto das Águas Livres

  • Castelo de São Jorge

  • Basilica da Estrela

O fado é, por excelência, a canção de Lisboa. Produto de um sentimento próprio, de uma alma que não se explica mas que se sente, o fado é ainda hoje o produto mais nobre e genuíno da cultura popular portuguesa.

Lisboa e a sua religião

A harmonia e beleza da Lisboa do séc. XXI só serão preservadas desde que ela, cidade activa e multicultural, seja de todos e para todos. No decorrer da sua longa história, prevaleceram sempre os bons exemplos do diálogo e da permuta entre os diferentes credos religiosos, que subjacentes ao seu quotidiano, foram apoiando, estruturando e elevando, as mentes e os espíritos de cada um, através de metas e regras que traduziam uma sabedoria muitas vezes milenar:

97% Católica, 2% Protestante, 1% Outras

O povo português é maioritariamente católico, mas a Constituição portuguesa garante a liberdade religiosa, o que se traduz na presença em Portugal de diversos cultos.

Descobrir Lisboa

Do alto do Parque Eduardo VII vislumbra-se um dos cenários mais bonitos de Lisboa, com um Tejo azul de perder de vista. Em perspectiva, os olhos mostram-nos a longa avenida que se estende do Marquês de Pombal até ao Rossio. É a Avenida da Liberdade, imperial, elegante, real. Sempre na moda... Não restam quaisquer dúvidas: a Avenida da Liberdade é hoje, por direito próprio, a mais bonita, a mais elegante, a mais influente e importante avenida de Lisboa. Estende-se ao longo do coração da cidade, do seu centro urbano, árvores centenárias e as mais frescas sombras. A Avenida da Liberdade é, por isso mesmo, a marca mais moderna e europeia de Lisboa, uma cidade aberta ao Mundo, destino preferencial de milhões de turistas e de empresários em viagens de negócios. Nenhuma outra artéria de Lisboa conjuga todos estes factores: área de lazer , recreativa e cultural ,centro empresarial e financeiro e zona de comércio e serviços.





O Terreiro do Paço é a sala de visitas de Lisboa. Por ali partiram as naus da esperança lusitana; ali chegaram os carregamentos de especiarias nas rotas da epopeia marítima; ali viveram reis e rainhas; por ali passearam cidadãos do Mundo; por ali andaram automóveis; e é por ali que a cidade respira todos os dias - pelo Terreiro do Paço. O Terreiro do Paço, tal como hoje o conhecemos, tem já muitos anos, mas nem sempre foi assim. Agora, como outrora, contudo, o mesmo espírito está presente: o Terreiro do Paço é, ao mesmo tempo, um ponto de influência política, e a porta marítima para a cidade de Lisboa. Longe vão os tempos em que o Terreiro do Paço era uma praça comercial. Como se calcula, o Tejo era a rota comercial por excelência, pelo que, à beira do rio, se foi formando um conjunto de casas comerciais, que foram crescendo na mesma medida das transacções comerciais. O Terreiro era, assim, mais do que um ponto de encontro, uma verdadeira praça comercial, ponto de partida e chegada da riqueza nacional.


O Bairro Alto e a Bica são das zonas mais pitorescas da capital, palco de uma singular coexistência das lojas mais tradicionais com as mais vanguardistas, da vida típica de pequeno bairro com a cosmopolita vida nocturna. O Ascensor da Bica, construído em 1892, proporciona uma encantadora subida pela colina.


A Baixa Pombalina foi traçada no fim do século XVIII para reconstruir a zona do centro da cidade depois do devastador terramoto de 1755. O carácter uniforme, linear, moderno e funcional da arquitectura desta zona, próprio do Século da Luzes, é ainda hoje evidente. O núcleo deste conjunto urbano situa--se na ampla Praça do Comércio, antigo Terreiro do Paço, onde funcionam vários ministérios e o Lisboa Welcome Center, centro de acolhimento do Turismo de Lisboa. Ao centro da ampla Praça ergue-se a magnífica estátua equestre de D. José I, da autoria de Eugénio dos Santos. Na face norte está o arco da Rua Augusta, concluído em 1873, que dá acesso a uma requintada artéria comercial que termina no Rossio. Todo o conjunto está classificado e constitui um destacado símbolo de Lisboa. O cimo do elevador de Santa Justa oferece um panorama deslumbrante sobre a Baixa.


O Chiado é um elegante bairro comercial e residencial, que atingiu o seu auge no século XIX, quando era ponto de encontro de intelectuais e artistas como Fernando Pessoa e Almada Negreiros. Aí se situam o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro São Luís e o Museu do Chiado.



Nos bairros de Alfama, Castelo e Mouraria, que ficam na colina coroada pelo Castelo de São Jorge, encontram-se restos das muralhas, vestígios da antiga Judiaria, a Torre de Alfama, as igrejas de S. Miguel e de Santo Estêvão, pórticos e cunhais de velhos palácios, becos, betesgas, arcos, escadinhas, miradouros e pátios. A Igreja de St.ª Engrácia e a Igreja de S. Vicente de Fora são ali perto.




Belém, na zona ribeirinha, está muito ligado à época dos Descobrimentos, pois era dali que as naus partíam à aventura. Hoje, é uma área espaçosa, com amplos jardins, e imponentes monumentos, como o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém, além do Centro Cultural de Belém e da Rua Vieira Portuense.

Lisboa, qualidade de vida

Explorar, conhecer e valorizar a cidade de Lisboa é um passo fundamental para cada Cidadão se apropriar da sua cidade, estabelecer laços de afectividade e sentir uma forte motivação para dela cuidar.


A nossa cidade tem diversos parques e jardins para nos oferecer, os mais importantes:
  • Jardim Botânico da Ajuda
  • Estufa fria
  • Parque Eduardo VII