domingo, 18 de maio de 2008

Descobrir Lisboa

Do alto do Parque Eduardo VII vislumbra-se um dos cenários mais bonitos de Lisboa, com um Tejo azul de perder de vista. Em perspectiva, os olhos mostram-nos a longa avenida que se estende do Marquês de Pombal até ao Rossio. É a Avenida da Liberdade, imperial, elegante, real. Sempre na moda... Não restam quaisquer dúvidas: a Avenida da Liberdade é hoje, por direito próprio, a mais bonita, a mais elegante, a mais influente e importante avenida de Lisboa. Estende-se ao longo do coração da cidade, do seu centro urbano, árvores centenárias e as mais frescas sombras. A Avenida da Liberdade é, por isso mesmo, a marca mais moderna e europeia de Lisboa, uma cidade aberta ao Mundo, destino preferencial de milhões de turistas e de empresários em viagens de negócios. Nenhuma outra artéria de Lisboa conjuga todos estes factores: área de lazer , recreativa e cultural ,centro empresarial e financeiro e zona de comércio e serviços.





O Terreiro do Paço é a sala de visitas de Lisboa. Por ali partiram as naus da esperança lusitana; ali chegaram os carregamentos de especiarias nas rotas da epopeia marítima; ali viveram reis e rainhas; por ali passearam cidadãos do Mundo; por ali andaram automóveis; e é por ali que a cidade respira todos os dias - pelo Terreiro do Paço. O Terreiro do Paço, tal como hoje o conhecemos, tem já muitos anos, mas nem sempre foi assim. Agora, como outrora, contudo, o mesmo espírito está presente: o Terreiro do Paço é, ao mesmo tempo, um ponto de influência política, e a porta marítima para a cidade de Lisboa. Longe vão os tempos em que o Terreiro do Paço era uma praça comercial. Como se calcula, o Tejo era a rota comercial por excelência, pelo que, à beira do rio, se foi formando um conjunto de casas comerciais, que foram crescendo na mesma medida das transacções comerciais. O Terreiro era, assim, mais do que um ponto de encontro, uma verdadeira praça comercial, ponto de partida e chegada da riqueza nacional.


O Bairro Alto e a Bica são das zonas mais pitorescas da capital, palco de uma singular coexistência das lojas mais tradicionais com as mais vanguardistas, da vida típica de pequeno bairro com a cosmopolita vida nocturna. O Ascensor da Bica, construído em 1892, proporciona uma encantadora subida pela colina.


A Baixa Pombalina foi traçada no fim do século XVIII para reconstruir a zona do centro da cidade depois do devastador terramoto de 1755. O carácter uniforme, linear, moderno e funcional da arquitectura desta zona, próprio do Século da Luzes, é ainda hoje evidente. O núcleo deste conjunto urbano situa--se na ampla Praça do Comércio, antigo Terreiro do Paço, onde funcionam vários ministérios e o Lisboa Welcome Center, centro de acolhimento do Turismo de Lisboa. Ao centro da ampla Praça ergue-se a magnífica estátua equestre de D. José I, da autoria de Eugénio dos Santos. Na face norte está o arco da Rua Augusta, concluído em 1873, que dá acesso a uma requintada artéria comercial que termina no Rossio. Todo o conjunto está classificado e constitui um destacado símbolo de Lisboa. O cimo do elevador de Santa Justa oferece um panorama deslumbrante sobre a Baixa.


O Chiado é um elegante bairro comercial e residencial, que atingiu o seu auge no século XIX, quando era ponto de encontro de intelectuais e artistas como Fernando Pessoa e Almada Negreiros. Aí se situam o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro São Luís e o Museu do Chiado.



Nos bairros de Alfama, Castelo e Mouraria, que ficam na colina coroada pelo Castelo de São Jorge, encontram-se restos das muralhas, vestígios da antiga Judiaria, a Torre de Alfama, as igrejas de S. Miguel e de Santo Estêvão, pórticos e cunhais de velhos palácios, becos, betesgas, arcos, escadinhas, miradouros e pátios. A Igreja de St.ª Engrácia e a Igreja de S. Vicente de Fora são ali perto.




Belém, na zona ribeirinha, está muito ligado à época dos Descobrimentos, pois era dali que as naus partíam à aventura. Hoje, é uma área espaçosa, com amplos jardins, e imponentes monumentos, como o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém, além do Centro Cultural de Belém e da Rua Vieira Portuense.

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